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Assédio Moral

  Processo Din√Ęmico
O ass√©dio moral no local de trabalho assume a forma de um processo din√Ęmico, ou conflito em escalada, que evolui no tempo ao longo de diferentes fases, de gravidade crescente. √Č dif√≠cil de estabelecer uma sequ√™ncia comum e fixa de factos que abarquem todo o processo de ass√©dio devido √†s peculiaridades de cada caso, n√£o s√≥ relativamente aos actores envolvidos como tamb√©m ao contexto social e organizacional em que decorre.

O percurso típico de assédio moral engloba as seguintes fases:

1 - Fase do Incidente Crítico;
2 - Fase de Assédio ou Estigmatização;
3 - Fase de intervenção por parte da organização;
4 - Fase de Marginalização ou de exclusão.

                                                                                                                                                                                           


1 - Fase do Incidente Crítico:

Em qualquer organiza√ß√£o, como consequ√™ncia da exist√™ncia de grupos e pessoas com interesses diferentes, e por vezes contradit√≥rios, √© normal que ocorram, ocasionalmente, conflitos interpessoais. Consequentemente, surgem fric√ß√Ķes e choques entre os diversos actores organizacionais, os quais podem ser geridos de forma positiva e constitu√≠rem um factor de desenvolvimento pessoal e organizacional ou, por outro lado, podem dar origem a conflitos em escalada. Estes conflitos, na aus√™ncia de uma adequada gest√£o por parte das chefias, podem constituir o factor despoletador de situa√ß√Ķes de ass√©dio moral.

2 - Fase de Assédio ou Estigmatização:

As actividades ou comportamentos de assédio moral podem incorporam um vasto leque de comportamentos que, não sendo necessariamente indiciadores de agressão ou de expulsão social mas, ao serem praticados numa base frequente e durante um período de tempo prolongado podem provocar a estigmatização da pessoa alvo dos mesmos.

Nesta fase, os comportamentos de ass√©dio, inicialmente de car√°cter mais subtil e indirecto, v√£o, progressivamente, assumindo um car√°cter de agressividade directa e mais expl√≠cita, humilhando ridicularizando e isolando, progressivamente o trabalhador. A sua dura√ß√£o pode ser prolongada e provoca a estigmatiza√ß√£o do trabalhador, por vezes com o ‚Äúconsentimento‚ÄĚ, activo ou passivo, do meio laboral envolvente.

Todos os comportamentos considerados de ass√©dio moral, e inclu√≠dos nos instrumentos de an√°lise, cont√™m em si um denominador comum que √© o de ‚Äúsurrar ou saltar para cima de‚ÄĚ, ou seja, t√™m uma inten√ß√£o de punir; logo, exibem um tra√ßo comum que √© o da manipula√ß√£o agressiva do alvo.

3 - Fase de intervenção por parte da organização:

Nesta fase, o conflito que, at√© ent√£o, era conhecido apenas pelos membros do grupo de trabalho torna-se ‚Äúoficial‚ÄĚ. Devido ao processo de estigmatiza√ß√£o em curso, √© muito f√°cil para a gest√£o fazer uma m√° avalia√ß√£o do caso, considerando culpado o trabalhador, sem se deter em fazer ma avalia√ß√£o exaustiva da situa√ß√£o. Desta forma, √© frequente juntar-se ao contexto vigente, tentando ver-se livre do ‚Äúdiabo‚ÄĚ causador de todo o problema.

Como resultado deste processo estigmatizante, a v√≠tima dos comportamentos de ass√©dio come√ßa a sentir dificuldade em se defender pelos seus pr√≥prios meios, evidenciando um largo espectro de sintomas de stress. Simultaneamente, entra num estado de alheamento, mostra-se relutante em comunicar, com receio de ser alvo de cr√≠ticas adicionais, o que provoca acusa√ß√Ķes de ‚Äúneglig√™ncia face ao trabalho‚ÄĚ, ‚Äúmau-humor‚ÄĚ, ‚Äún√£o coopera√ß√£o ou recusa em comunicar‚ÄĚ, ‚Äúfalta de esp√≠rito de equipa‚ÄĚ, etc. Este estado leva a uma deteriora√ß√£o do seu desempenho profissional/laboral, perda de capacidade de concentra√ß√£o e falhas de mem√≥ria, o que conduz a acusa√ß√Ķes de ‚Äúdesempenho med√≠ocre‚ÄĚ.Consequentemente, a v√≠tima torna-se um estigma e fica ‚Äúmarcada‚ÄĚ.

4 - Fase de Marginalização ou de exclusão:

Nesta fase, a v√≠tima, devido aos danos psicol√≥gicos e/ou f√≠sicos causados pelo processo e ap√≥s ter recorrido a apoio psicol√≥gico e a per√≠odos de aus√™ncia por motivos de sa√ļde, abandona muitas vezes o seu posto de trabalho. Quando a situa√ß√£o atinge este est√°dio, as v√≠timas n√£o t√™m geralmente quaisquer tarefas laborais atribu√≠das, deixando portanto de ter um papel activo a desempenhar no seu local de trabalho. Nas situa√ß√Ķes mais graves, a v√≠tima de uma situa√ß√£o de ass√©dio moral pode n√£o s√≥ ser incorrectamente diagnosticada como ficar invalidada para continuar uma vida profissionalmente activa, devido aos traumas causados pelo processo
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