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Assédio Moral

  Causas a n√≠vel Interpessoal

A nível interpessoal, o assédio moral consiste numa interacção entre a vítima e o agressor, sendo que a vítima não é, meramente, um receptor passivo de actos de assédio mas, pelo contrário, é um agente activo no processo. Logo, o modo como a vítima percepciona os comportamentos, e responde aos mesmos, pode afectar o desenvolvimento da situação, no sentido de neutralizar ou fazer escalar o processo de conflito, pelo menos numa fase inicial do mesmo.

Podem-se distinguir duas formas de ass√©dio moral: por um lado o ass√©dio predat√≥rio e por outro lado o ass√©dio competitivo ou relacionado com uma disputa (ver ‚ÄúTipologias de ass√©dio‚ÄĚ). O ass√©dio predat√≥rio refere-se aos casos em que a v√≠tima nada fez de provocativo que possa justificar, em termos razo√°veis, o comportamento do agressor, podendo ser atacada simplesmente porque o agressor quer demonstrar poder ou porque √© membro de um grupo particular (e.g. g√©nero sub representado ou minoria √©tnica). Por outro lado, o ass√©dio relacionado com uma disputa, tipicamente, tem origem em conflitos laborais intensos e n√£o resolvidos atempadamente, sendo que uma das partes perde o controlo e adquire uma posi√ß√£o desvantajosa no decorrer do processo.

Outro factor que tem que ser considerado é a diferença de poder entre as partes. O assédio moral no local de trabalho envolve sempre um alvo (a vítima) que, conceptualmente, tem dificuldades em se defender. Nesta perspectiva é relevante analisar as diferentes fontes de poder interpessoal, pois os desequilíbrios de poder, característicos de uma situação de assédio, não estão necessariamente associados à posição formal da vítima ou do agressor, mas podem ter origem noutras características situacionais ou contextuais, bem como em características de personalidade.

Numa √≥ptica grupal, √© relevante examinar os antecedentes sociais do ass√©dio moral, sendo a viola√ß√£o das normas sociais de reciprocidade e de justi√ßa aspectos da import√Ęncia crucial. As percep√ß√Ķes de injusti√ßa, frustra√ß√£o, stress, as quais interferem com a dignidade individual e auto-estima, podem conduzir a comportamentos agressivos e, consequentemente, a ass√©dio moral nos grupos de trabalho. No entanto, se a adop√ß√£o de comportamentos agressivos, contra o efectivo instigador da injusti√ßa percepcionada (o qual √© frequentemente um superior hier√°rquico) se revelar potencialmente arriscada, √© prov√°vel que esta agressividade seja deslocada para um alvo mais fraco e com menor capacidade de se defender (a v√≠tima de ass√©dio). A desloca√ß√£o da agressividade tamb√©m pode estar associada com outro fen√≥meno que √© frequentemente utilizado para explicar o ass√©dio que √© o fen√≥meno de ‚Äúbode expiat√≥rio‚ÄĚ.

A investiga√ß√£o sobre processos grupais que tem vindo a ser desenvolvida sugere que os indiv√≠duos que n√£o pertencem ao grupo (‚Äúoutsiders‚ÄĚ), ou que s√£o diferentes dos outros membros, est√£o numa posi√ß√£o prop√≠cia √† ocorr√™ncia de conflitos e podem ser for√ßados a incarnar o papel de bode-espiat√≥rio. Geralmente, os ‚Äúoutsiders‚ÄĚ t√™m uma rede de contactos sociais mais fraca e recebem menos apoio social. As v√≠timas de ass√©dio s√£o, em muitos casos, diferentes do resto dos membros da unidade de trabalho, podendo residir a diferencia√ß√£o na perten√ßa a uma minoria √©tnica, g√©nero, extracto social, educa√ß√£o, situa√ß√£o econ√≥mica, entre outros.
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